segunda-feira, 22 de agosto de 2011

HOJE FAZ 35 ANOS DA ESTREIA DO GETI

Transcorridos 35 anos da estreia do GETI (Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana), ainda sinto a emoção daquele dia 22 de agosto de 1976, um sábado bastante agitado pra nós, jovens sonhadores, imbuídos do desejo de disseminar o gosto pelas artes numa cidade do interior da Paraíba, no Nordeste brasileiro, a nossa Itabaiana querida.

Lembro-me que, naquela tarde, eu pintava cenas da literatura de cordel, junto com o dramaturgo, ator, poeta e escritor Fábio Mozart, para o cenário e para ornamentar o Itabaiana Clube, palco da primeira peça encenada pelo GETI - “A peleja de Lampião com o capeta”, de sua autoria. Foi uma noite memorável, mágica! E eu me sinto honrada e orgulhosa por ter sido uma das fundadoras deste grupo.

Parabéns a todos nós que fizemos o GETI, força e determinação aos que ainda o mantêm ativo, e viva o teatro, e viva a arte!

(Imagem Yahoo!)

TEMPO PRA MIM

Com a autoestima elevada, resolvi deixar o amor próprio ocupar mais espaço em minha vida. Sempre coloquei os outros em primeiro lugar, mas agora decidi pensar um pouco mais em mim, dar mais atenção e priorizar as minhas necessidades e os meus desejos.

Não si
gnifica que vou me tornar uma pessoa egoísta, que vou perder a humildade, absolutamente! Quero apenas experimentar o gostinho de ocupar o lugar mais alto no pódio da minha história, aproveitando este momento em que a minha autoestima trocou os voos rasantes por altitudes superiores.

É chegad
a a hora das grandes mudanças e em todos os sentidos. Certamente vou desagradar algumas pessoas que estavam acostumadas ao meu jeitinho de ser, sempre solícita, sempre disposta a me sacrificar em favor do bem-estar dos outros, colocando-me sempre em último plano. Mas até pra continuar sendo assim, preciso me cuidar também, não é?

Dedicar mais tempo pra mim, cercar-me de cuidados e mimos e prazeres, melhorar minha qualidade de vida, enfim, quero usufruir de tudo o que tenho direito. Devo-me isto, ora!

(Imagens Yahoo!)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PERSPICÁCIA

A perspicácia é uma faculdade muito comum às mulheres. Os homens são mais desligados, desatentos. A mulher tem a visão do farol alto, alcança ao longe, utiliza muito bem os sentidos; já a visão do homem pode ser comparada ao farol baixo, é forte, mas com abrangência menos ampla.

Não sei se por falta de interesse ou preguiça mesmo, mas é comum o homem deixar de observar, desprezar detalhes importantes em variadas situações. O problema é que o resultado dessa “distração” pode ser bem desagradável. A mulher capta as intenções camufladas à distância, já os homens... demoram ou nem chegam a percebê-las. Obviamente, não se trata de um comportamento generalizado, afinal, “em toda regra há exceções”.

Ah, apenas a título de ilustração, outro dia encontrei um teste para verificar a minha capacidade de percepção no comportamento de pessoas que estejam faltando com a verdade, e o resultado foi este:

“É difícil te enganar. Você é capaz de farejar uma mentira a quilômetros de distância. Além de ficar atento aos aspectos físicos, você é capaz de perceber as intenções de quem as conta por seus traços comportamentais. ‘Quando conseguimos perceber estes sinais, fica mais fácil se livrar de algumas situações embaraçosas, mas é preciso ter em mente que nunca conheceremos tanto uma pessoa ao ponto de ter certezas absolutas de suas intenções, por isso, observe sempre e não confie demais na sua percepção’, explica a especialista Karina Haddad Mussa”.

Tem um ditado popular que diz mais ou menos assim: “quando você pensa em plantar o milho, eu já comi a pamonha, faz tempo!”

(Imagem Yahoo!)

domingo, 14 de agosto de 2011

FELICITAÇÕES AOS PAIS, SEMPRE!

(Foto: Márcia)

GOSTEI!

Achei o texto dessa simpática jovem tão interessante que resolvi trazê-lo para este blog. Afinal, temos praticamente o mesmo ponto de vista. A propósito, Terezinha, uma amiga muito querida, mandou o texto pra mim. Ei-lo:

Vocabulário feminino

Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça.

E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.

Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira.

(grifo nosso)

sábado, 6 de agosto de 2011

MINHA TERRA ERA ASSIM

Itabaiana-PB, a cidade onde nasci e vivi minha infância e adolescência, era um lugar tranquilo, bucólico, gostoso de se viver.

As portas e janelas das casas podiam ficar abertas o dia inteiro, e não tinham grades. À noite, após o jantar, os adultos sentavam nas calçadas pra conversar, os jovens se reuniam nos bancos das praças para debater sobre assuntos variados e as crianças brincavam livres, cheias de criatividade. Tempo bom que não volta mais...

Naquele tempo não se falava em computador, quem possuía uma máquina de escrever e/ou um bom rádio já se sentia privilegiado. Televisão, telefone, automóvel eram artigos de luxo restritos à classe média alta. A propósito, desde sempre, o dinheiro distancia as pessoas, tornando-as cativas, isoladas.

A escola pública era bem melhor que as particulares, tanto que para ingressar no Colégio Estadual de Itabaiana, o candidato se submetia a uma seleção bastante concorrida, como um vestibular. E o orgulho que sentíamos da nossa escola? A igreja de Itabaiana é uma das mais belas que já vi, linda! É ou não é?

As crianças e jovens respeitavam os mais velhos; os pais tinham autoridade e eram venerados pelos filhos. A vizinhança era composta de pessoas simples, solidárias, generosas, sempre procurando ajudar umas às outras, dividindo o pouco que tinham com os mais desvalidos, mais parecia uma grande família.

Não se ouvia falar em drogas, estupros, assaltos, sequestros; os homicídios eram raros, assim como os acidentes (geralmente de trem). A vida corria mansa como as águas do Rio Paraíba durante o verão, a paz só era sacudida quando dava cheia no rio e alguém morria afogado; quando algum cidadão enchia a cara de cachaça e chegava em casa quebrando tudo, inclusive batendo nos filhos e na mulher (infelizmente, esse tipo de violência sempre existiu); quando um boi brabo se soltava ao ser levado para o matadouro; quando alguém com problemas mentais tinha uma crise e corria pelas ruas transtornado, ameaçando agredir quem se aproximasse; coisas desse tipo. Ah, no período eleitoral a cidade também ficava muito agitada, as disputas eram bastante acirradas, mas vou fazer uma pausa para o texto não ficar muito extenso. São tantas as lembranças...

(Imagem Yahoo!)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

É LINDA MINHA CIDADE ADOTIVA

Nasci em Itabaiana/PB, vivi lá os belos anos da minha infância e adolescência, mas estou radicada em João Pessoa/PB há 30 anos, ou seja, muito mais tempo do que o vivido no lugar de onde “brotei”, o que me torna uma cidadã pessoense, orgulhosa de viver nesta bela cidade que me acolheu tão generosamente.

Não esqueci a minha terrinha de origem, mas quando a visito, sinto-me forasteira, uma estranha no ninho, pois a Itabaiana dos meus anos dourados já não existe, está completamente desfigurada, decadente, jogada às traças, o que é lamentável.

Grande parte das pessoas da minha geração, assim como eu, migrou para a capital ou para outras cidades mais promissoras, em busca de crescimento intelectual e profissional. Aqui em João Pessoa, apesar de todos os problemas encontrados nas metrópoles (trânsito, distâncias, violência, impessoalidade etc.), sinto-me realmente em casa, à vontade.

Nesta urbe de geografia primorosa e natureza exuberante ocupo meu espaço tranquilamente, respeitando sempre o espaço do outro. Este é o meu lugar, onde criei raízes, onde me sinto bem.

E hoje é dia de festa no ponto mais oriental das Américas, é o aniversário de 426 anos da minha querida cidade adotiva. Parabéns, João Pessoa!


(Imagens Yahoo!)

sábado, 30 de julho de 2011

“BABEL” - O FILME

“Babel” foi lançado em 2006 (EUA), com direção de Alejandro González-Iñárritu, roteiro de Guillermo Arriaga e produção de Steve Golin, Alejandro González Iñárritu e Jon Kilik. Em seu elenco figuram atores como: Brad Pitt, Gael García Bernal, Jamie McBride, Kôji Yakusho, dentre outros. Tem duração de 142min e o gênero é o drama. Vi esse filme ano passado, durante o curso de pós-graduação e gostei muito. Excelente!

O filme retrata quatro culturas absolutamente diferentes, interligadas por situações inusitadas. Eis um apanhado do que vi:

Um casal norte-americano, em crise conjugal, deixa os dois filhos menores sob os cuidados de uma governanta mexicana e parte numa viagem de turismo pelo Marrocos. Dentro do ônibus em que viajava com o marido, a norte-americana é atingida por um tiro no ombro esquerdo, disparado por um garoto marroquino que testava, junto com seu irmão mais velho, o alcance da arma que seu pai havia comprado de um vizinho no dia anterior, para que os filhos protegessem dos chacais, o rebanho de cabras da família. Esse vizinho, por sua vez, ganhara a tal arma de um empresário japonês, quando participaram juntos de uma expedição de caça.

Em meio àquela situação desesperadora, o casal recebe a ajuda de um habitante daquela região, que acolhe a ambos em sua casa, numa cidadezinha perdida naquela terra árida, na tentativa de conseguir socorro. Uma senhora, possivelmente a mãe daquele bom homem, vendo o sofrimento da mulher ferida, afasta a vizinhança curiosa e faz a mulher fumar uma substância que ameniza a sua dor. Quando finalmente o casal é resgatado, aquele homem simples não aceita o dinheiro que o norte-americano lhe oferece como pagamento pela grande ajuda, numa demonstração de que a solidariedade humana é uma dádiva de Deus e não tem preço.

A polícia, por sua vez, usa toda a sua truculência na busca dos pretensos terroristas que alvejaram a norte-americana, açoitando violentamente as pessoas para obter uma confissão ou uma indicação dos culpados. O pai dos garotos, quando fica sabendo o que de fato aconteceu, foge desesperado na tentativa de salvar a vida dos filhos. Infelizmente, porém, o mais velho é metralhado e morre diante dos seus olhos.

Do outro lado do mundo, no continente americano, a governanta mexicana, precisando ir ao México para participar do casamento do filho, vê-se obrigada a levar os filhos dos patrões por não ter com quem deixá-los. Após a animada festa, no retorno para casa com as crianças e o sobrinho que os transporta, são barrados pela polícia da fronteira. O sobrinho se irrita com a intransigência dos policiais, fura o cerco e foge com todos, deixando-os perdidos no meio de um deserto. Na busca desesperada por ajuda, a governanta é presa e deportada, mas implora aos policiais que encontrem as crianças, o que acontece depois de algum tempo, quando os dois pequeninos são resgatados.

No Japão, a garota muda, filha daquele empresário japonês, sofre com a discriminação e o preconceito por causa da sua deficiência, além de viver atormentada desde que viu sua mãe se suicidar, jogando-se do terraço da cobertura de sua casa, e não conseguiu gritar para impedir aquele desatino.

É importante ressaltar que, apesar da enorme diversidade cultural, certos aspectos estão presentes em qualquer lugar do mundo, como o amor, a sexualidade, a dor, a solidariedade, o preconceito, a solidão, o medo, a intolerância, e tantos outros.

Vemos, por exemplo, o amor do casal, cujo relacionamento está em crise, aflorar naquele momento difícil; o enorme amor devotado pela governanta mexicana aos filhos dos patrões; o amor do pai marroquino pelos filhos; o amor do empresário japonês por sua filha deficiente auditiva.

A sexualidade, por sua vez, está presente no casal que se abraça e se beija mesmo naquela situação desesperadora; no garoto marroquino que espreita a irmã se despindo; na governanta que, durante a festa de casamento do filho, não resiste às carícias de um antigo namorado; na garota japonesa que, sentindo-se discriminada por causa de sua deficiência auditiva, provoca os rapazes e até o policial, mostrando-lhes o corpo.

O medo da governanta de não encontrar mais as crianças no deserto; o preconceito contra os imigrantes latinos nos Estados Unidos e contra o portador de deficiência, em qualquer lugar; a solidariedade daquele homem simples e sua mãe que ajudam a americana ferida sem querer nada em troca; a dor do pai que perde o filho metralhado pela polícia;
a intolerância e crueldade como a polícia tratas aquelas pessoas menos afortunadas. Enfim, todos esses sentimentos, sensações, comportamentos quase palpáveis são experimentados nos quatro cantos da terra, independente de credo ou etnia. É isso.

(Imagem Yahoo!)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

QUERO DORMIR...

Esta é mais uma daquelas noites em que, mesmo sentindo muito sono, não consigo dormir. É um tormento.

São mais de três horas da madrugada, todos dormem, descansam e vão despertar bem dispostos, refeitos, prontos para mais um dia. Eu vou trabalhar indisposta, passar o dia sonolenta, com a cabeça pesada e mais cansada do que já estou.

Meu sono é de péssima qualidade - superficial e fragmentado, não consigo relaxar e raramente durmo bem, profundamente. Estou com sono e não durmo... Oh, céus! Que situação antipática! Quero dormir...
Preciso dormir...

Imagem: Jandira (Técnica mista)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HOJE É DIA DO HOMEM

É justo! Parabéns a todos os homens por esta data comemorativa.

Sem dúvida, ainda têm mais a comemorar do que as mulheres, pois a igualdade de direitos e deveres caminha a passos de tartaruga sonolenta (mas um dia chegará!).

Não é preciso dar foco ao importante papel do homem na perpetuação da raça humana, pois seria o óbvio ululante. Mas é bom ressaltar que esta importância cabe igualmente aos dois gêneros. O homem é o semeador e a mulher, a terra generosa que acolhe a semente e a alimenta, gerando mais uma a vida.

O homem é um ser muito inteligente (e que belo espécime!), e quando usa essa faculdade na mesma proporção que utiliza os músculos, então, vai longe! Só precisa dar mais equilíbrio nos quesitos instinto e sensibilidade. No mais, tirando algumas idiossincrasias machistas, é tudo de bom! Uma belezura!

Quando o homem se conscientizar de que ser macho não é ser machista, quando admitir que também é frágil, pois isso é inerente ao ser humano, e que não é superior nem inferior à mulher, certamente será uma pessoa bem melhor.

Presto homenagem a todos os homens que fizeram e fazem parte da minha história: meu pai, irmãos, sobrinhos, tios, primos, amigos, e especialmente a um homem que enche a minha vida de alegria e prazer, que torna os meus dias muito mais bonitos, agradáveis, deliciosos...

terça-feira, 12 de julho de 2011

CÉUS, QUE FRIO!

Os dias estão muito molhados, chorosos (chuvosos), frios, cinzentos. Um friozinho suave, tudo bem! Mas assim gelado incomoda sobremaneira.

Gosto
mesmo é de dias luminosos, coloridos e calientes. Daqueles que, de tão belos e agradáveis, gostaríamos que se perpetuassem.

Oh frio danado! Chega a doer nos ossinhos. Só dá vontade de ficar sob as cobertas...


Desenho de Jandira (Carvão)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DEIXOU SAUDADE, SIM!


Recebi uma mensagem (dessas que vão repassando) com o texto abaixo. Não sei quem o escreveu, mas achei bem bolado, fiquei até com peninha do pobre trema. Ei-lo:

Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.


Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...

O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O dois pontos disse que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.

Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "kkk" pra cá, "www" pra lá.

Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter que, aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo de medo". Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema

(Círculos: Jandira)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

GRADAÇÃO



Frio

Neve

Geada

Granizo

Iceberg

Gelo.



Calor

Faísca

Fumaça

Chama

Brasa

Fogo.



(Giz de cera sobre papel canson. Fiz este trabalho em 1990, durante o curso de Educação Artística na UFPB).