Lembro que quando os fotografei, não podia fazer esforço naquele momento porque havia me submetido a uma cirurgia. Resultado: a sessão de fotos foi um fiasco total. Fazer o quê? Vejamos alguns, então!
Jandira
Nasci canhota, hoje sou ambidestra, mas não por opção. Na verdade, quando criança, estudei com uma professora, daquelas bem truculentas, que me obrigava a escrever com a mão direita.
Encontrei esta imagem na internet e, imediatamente, me identifiquei com ela, pois é assim que me sinto e que me vejo de vez em quando, resistindo às intempéries e às agruras, na imensidão de um azul e branco lindo que, apesar de demonstrar um estado de profunda solidão, também reflete calma, serenidade, persistência, força, confiança e fé, além de causar uma sensação de muita paz.
Ando um tanto quanto macambúzia, desencantada, cinza mesmo. Tenho muita coisa para fazer e nenhuma vontade de começar. As pendências já nem me angustiam mais como antes. Isso não é legal! Está cheirando a depressão, será? Não! Não deve ser, não pode ser. Preciso apenas dormir, dormir muito e profundamente. Faz décadas que não durmo de verdade, apenas cochilo. Estou sempre em estado de vigília, alerta constante.
efeita, inteira, finalmente eu reencontre motivação e alegria de viver; vontade de reagir, de tomar decisões, de realizar; desejo, disposição e inspiração para voltar a criar, a respirar a arte em sua plenitude, como antes, pois sempre me fez muito bem. Este vazio em que me encontro, há tanto tempo, está me descolorindo aos poucos. Ah, a propósito, não gosto do cinza. Definitivamente, preciso dormir!
A amizade é uma das formas de amar mais sólidas, pois é um amor desinteressado, sereno, doce, fraterno. É um amor perene, como um rio caudaloso e calmo que encontra o mar e o abraça, mesmo quando ele (o mar) está bravo e violento. Assim é o amigo verdadeiro, sempre de braços abertos para acolher, sempre pronto para ouvir, aconselhar, confortar, advertir e até dar bronca, quando necessário.
Estou com saudade dos dias azuis, ensolarados, coloridos; sem frio, sem alergias, sem bolor, sem tanta umidade. Nos dias chuvosos, cinzentos, meus olhos ficam tristonhos, sem brilho. Parece até que sou “movida a sol”.
O que significa falta de respeito? A minha opinião é a seguinte: a fome, o descaso, o abandono, o desprezo, a ofensa, o autoritarismo, a violência, a traição, a imposição, a desatenção, a grosseria, a subserviência, o desperdício, a falta de educação, de bom senso, de companheirismo, de consideração, de solidariedade, de amor próprio; não cuidar, não ouvir, não admitir os erros, não pedir desculpa, negar socorro, cercear os direitos, causar constrangimento, causar desconforto, menosprezar, enganar, humilhar, maltratar, perturbar, bisbilhotar, atrapalhar deliberadamente, falar da vida alheia, ferir verbal ou fisicamente, desvalorizar, enfim, tudo isso (e muito mais) se configura como falta de respeito.
mos com respeito ao nosso semelhante. Portanto, devemos ter um pouco mais de atenção e cuidado com os nossos atos e, insisto, sempre nos colocando no lugar do outro, pois ninguém gosta de ser desrespeitado, não é mesmo?
Gostaria imensamente de voltar a criar, a produzir como antes, quando eu sentia aquele desejo incontrolável de reproduzir todas as imagens que permeavam a minha mente. Imagens que eu via no chão molhado, na parede úmida ou bolorenta, nas nuvens etc. Eu descobria novas formas e imagens em tudo que se possa imaginar.
Tem coisa mais desagradável do que a falta de educação? Eis alguns exemplos que devemos evitar:


Um dia, não sei quando, nossos olhos se encontraram. Naquele momento, sem que percebêssemos, tivemos o coração sumariamente invadido e tomado, as almas aprisionadas uma à outra, para sempre.
A sociedade costuma ver o serviço público como uma vaca de tetas generosas, com servidores ganhando rios de dinheiro e sem trabalhar. Mas ninguém conhece o que realmente acontece nas instituições públicas. É muito fácil e cômodo criticar uma classe, sem sequer procurar conhecer a sua rotina de trabalho.
a grande maioria (boa parte dos servidores do poder executivo) só não está em situação pior que a dos assalariados, mas sobrevive fazendo verdadeiros malabarismos, na tentativa de proporcionar à família uma vida melhor e mais digna. Muitas vezes, sacrificando a saúde e até a própria existência.
do serviço público é cruel e desumana. O servidor não tem o menor estímulo para crescer profissionalmente; tem que ser bastante criativo, pois, muitas vezes não dispõe de ambiente e materiais adequados e trabalha na base do improviso; não tem direito de escolher um setor no qual se enquadre melhor (na Constituição está escrito que “todo cidadão tem o direito de ir e vir”; obviamente, esqueceram de completar que isso só vale para alguns privilegiados); sofre com a falta de companheirismo, cooperação e calor humano, e definha diante da quase total falta de atençã
o e compreensão dos "superiores", que só estão interessados na execução dos trabalhos, não importando como e a que custo o servidor conseguirá realizá-los.
ento útil; esquecem até que, assim como os equipamentos, esses "objetos" humanos também precisam de manutenção para continuar funcionando bem.
Não sei quem teve a infeliz ideia de criar isso: “vou estar passando a sua ligação...”, “vou estar retornando a sua ligação...”, “vou estar fazendo...”, “vou estar mandando...”, “vou estar comunicando...”. É tortura para os ouvidos, mas pegou. E é realmente lamentável que as pessoas (pasmem!), até no meio universitário, engrossem cada vez mais o bloco dos descompromissados com a nossa língua, tais quais “títeres”, digamos assim, e saiam por aí repetindo: "vou estar levando...", "vou estar trazendo...", "vou estar isso...", "vou estar aquilo...". Céus! É demais!
A língua é um dos maiores patrimônios culturais de um povo. Em alguns países, a língua nata é tida como algo muito valioso, um verdadeiro tesouro. 
s da imaginação, ainda é o melhor exercício para um aprendizado eficaz. O mais importante, contudo, é a consciência do compromisso que devemos ter com a nossa língua. Isso nos levará a um cuidado maior, um policiamento, como um sininho que avisará quando for cometido um deslize contra esta "Flor do Lácio", tão rica, tão bela e tão jogada às traças.
Jandira