Este é um tema vasto e muito estimulante, inclusive até já escrevi um pouco a respeito, em novembro do ano passado. A linguagem do corpo é uma maneira emblemática de se comunicar. Comumente nem percebemos, mas o nosso corpo denota o que de fato estamos pensando e sentindo. Ou seja, através do corpo refletimos o caráter,
os conflitos íntimos, traumas e emoções - alegria, raiva, ansiedade, dor, tristeza, cansaço, frustrações, prazer, enfim, a linguagem do corpo desnuda a nossa personalidade. Wilhem Reich ilustra bem isso na seguinte frase: “O corpo é o inconsciente visível”. Costumo observar o comportamento dos seres vivos, em especial o do ser humano, e de certa forma, através da leitura corporal tenho conseguido decodificar
o que se passa na mente das pessoas. Em seu livro O Corpo Fala?, o psicanalista José Ângelo Gaiarsa afirma que “a linguagem corporal é a mais primitiva forma de comunicação entre os animais”, e continua: “Um observador atento consegue ver no outro quase tudo aquilo que o outro está escondendo - conscientemente ou não. Assim, tudo aquilo que não é dito pela palavra pode ser encontrado no tom de voz, na expressão do rosto, na forma do gesto ou na atitude do indivíduo”. Segundo ele, “se o corpo não falasse, a palavra não teria sentido, justamente porque ele sinaliza intenções, mostra emoções, assume atitudes, faz mil gestos e mil caras”. E uma das suas afirmações mais interessantes é a seguinte
: “Aquilo que de mim eu menos conheço é o meu principal veículo de comunicação”.
o que se passa na mente das pessoas. Em seu livro O Corpo Fala?, o psicanalista José Ângelo Gaiarsa afirma que “a linguagem corporal é a mais primitiva forma de comunicação entre os animais”, e continua: “Um observador atento consegue ver no outro quase tudo aquilo que o outro está escondendo - conscientemente ou não. Assim, tudo aquilo que não é dito pela palavra pode ser encontrado no tom de voz, na expressão do rosto, na forma do gesto ou na atitude do indivíduo”. Segundo ele, “se o corpo não falasse, a palavra não teria sentido, justamente porque ele sinaliza intenções, mostra emoções, assume atitudes, faz mil gestos e mil caras”. E uma das suas afirmações mais interessantes é a seguinte
: “Aquilo que de mim eu menos conheço é o meu principal veículo de comunicação”. Realmente, o nosso corpo é um dos meios mais claros de comunicação, e nem precisamos ser alfabetizados para ler o outro, é necessário apenas um mínimo de atenção para se fazer essa leitura. Através de gestos e atitudes o corpo mostra o que realmente está se passando em nosso âmago.
Durante a apresentação de um seminário, incorporei a belíssima crônica Ler o mundo, de Affonso Romano de Sant’anna, que começa com as seguintes frases: “Tudo é leitura. Tudo é decifração. O
u não. Depende de quem lê. (...) Tudo é leitura. Tudo é decifração. Ou não. Ou não, porque nem sempre deciframos os sinais à nossa frente. (...)”. Diante de tamanha beleza e profundidade, senti-me completamente imbuída pelas palavras do autor, por isso, ao declamar aquele texto/poesia naquele momento, viajei encant
ada “para além das palavras”, como se expressou Clarisse Lispector em seu livro Água Viva: “Encarno-me nas frases voluptuosas e ininteligíveis que se enovelam para além das palavras. Lemos com o corpo todo, nosso corpo linguageiro.”
u não. Depende de quem lê. (...) Tudo é leitura. Tudo é decifração. Ou não. Ou não, porque nem sempre deciframos os sinais à nossa frente. (...)”. Diante de tamanha beleza e profundidade, senti-me completamente imbuída pelas palavras do autor, por isso, ao declamar aquele texto/poesia naquele momento, viajei encant
ada “para além das palavras”, como se expressou Clarisse Lispector em seu livro Água Viva: “Encarno-me nas frases voluptuosas e ininteligíveis que se enovelam para além das palavras. Lemos com o corpo todo, nosso corpo linguageiro.” A propósito, isto é apenas um breve resumo das minhas considerações acerca do tema - Lendo o outro: a leitura do corpo.
Jandira.




















ivo de continuar estudando, pelo contrário, sentiu ainda mais necessidade de se instruir cada vez mais para nos educar melhor. E, sem dúvida, nos educou primorosamente, sempre com muito, muito amor, r




ara tanto, não precisamos lançar mão de palavras difíceis e desconhecidas ou de textos complicados e muito prolixos, pois assim nos tornar











Vai passar, tem que passar. 



